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A MEDIUNIDADE em época de
transição
Saara
Nousiainen
Palavras iniciais
Na
fase de transição que ora vivenciamos, tudo está instável, como
em análise. É como acontece durante a reforma de um edifício.
Materiais são avaliados, retirados e atirados fora. Outros são
aproveitados na nova construção.
É possível
perceber em tudo uma espécie de aceleração, de recrudescimento
dos acontecimentos na movimentação da própria vida, como a
indicar que o momento não mais comporta acomodação nem omissão.
A hora é de
decisões e de atitudes.
Ou cuidamos
para que nossos “materiais” espirituais e vivenciais estejam em
condições de ser aproveitados na nova construção, ou nos
conformamos em ser atirados fora, ficando a aguardar novas
primaveras no bojo do tempo, tendo em vista o crescimento que,
neste momento de transição, é exigido de todos nós.
Podemos
entender também que situação semelhante acontece com relação à
mediunidade, ou melhor, à sua prática.
Daí este
convite para refletirmos juntos, avaliarmos, repensarmos e
buscarmos novos e melhores caminhos.
Conforme
alertam irmãos maiores, há muitas coisas a mudar, outras a
reforçar e outras ainda a eliminar para que as comunicações
entre os dois mundos venham a cumprir mais amplamente as suas
sublimes finalidades.
Sem
qualquer intenção de orientar, tendo em vista a nossa
insuficiência, queremos apenas alertar, amparados nas
informações e exortações provenientes da dimensão espiritual.
Vamos então
refletir juntos?
Práticas espíritas
Poderíamos
comparar as práticas espíritas a uma carroça puxada pelos
progressistas, tendo na retaguarda os ortodoxos pisando fundo no
freio.
Na verdade,
tal composição é importante para que essa carroça não corra
depressa demais, podendo perder-se nos descaminhos. Mas como
todo excesso é prejudicial, entendemos que os do freio estão
pisando fundo demais, travando um progresso mais que necessário.
Então vamos encontrar um movimento espírita atuando, em muitas
das suas ações, no mesmo formato de 40 anos atrás.
Se,
conforme a codificação do Espiritismo, já estamos ensaiando os
primeiros passos nessa transição de “provas e expiações” para
“mundo de regeneração”, devemos lembrar que transição pede
mudanças. Assim, o que é necessário fazer? Permanecer como antes
ou participar ativamente para que ela se dê mais depressa e de
forma mais fácil?
Surge então
uma pergunta: o que é necessário mudar?
Certamente
as carências são muitas, mas vamos tratar neste opúsculo
especialmente daquelas que se referem à mediunidade, cujas
práticas pouco evoluíram nos últimos quarenta anos.
Vamos
pinçar alguns trechos do prefácio do livro Lírios de
Esperança, psicografado por Wanderley S. Oliveira, no qual
Dona Maria Modesto Cravo* fala sobre a mediunidade em período de
transição:
“Apesar da
luz dos conhecimentos espíritas, o tesouro espiritual das
informações não tem sido suficiente para despertar muitos
adeptos a uma nova ordem de atitudes e idéias face aos desafios
da ordem presente.”
“O
intercâmbio interdimensional nesse contexto, que poderia servir
de fortaleza aos mais auspiciosos projetos de liberdade e
ascensão, em inumeráveis casos, não passa de enxada afiada em
plena semeadura à espera do lavrador que a deseje manejar a
contento.”
“(...) A história é a mãe da cultura, e a cultura é o conjunto
das noções que os homens aceitam como referências para se
conduzirem em seus grupos. A cultura espírita, em torno das
questões mediúnicas, responde por uma mentalidade que inspira
práticas e posturas nem sempre ajustadas aos reclames do tempo
espiritual da transição. Transição é o tempo mental da
renovação, a hora do recomeço e da reavaliação. Nesse cenário,
os aprendizes da mediunidade serão aferidos com rigor. Muita
coragem e sacrifício serão exigidos de quem realmente anseia
servir sob novos e mais apropriados regimes, nesse tempo de
contínuas mudanças.” (Grifos nossos)
Essas
palavras de D. Modesta podem parecer de muita exigência para os
candidatos a uma mediunidade em níveis mais avançados, mas
importa lembrar que, geralmente, os médiuns acima referidos são
espíritos que vêm conseguindo liberar-se de graves envolvimentos
com ações contrárias ao bem, em vivências passadas. Muitos deles
ainda trazem, na acústica da alma, recordações a subirem para o
consciente, de forma vaga, mas que indicam a necessidade de
maior doação e das renúncias que forem necessárias à priorização
da sua tarefa mediúnica.
Já
outros assumem tais tarefas sem maiores compromissos do passado,
mas como uma poderosa alavanca para o próprio crescimento, ou
ainda, simplesmente, por amor e dedicação à causa. São pessoas
conscientes da necessidade inadiável de trabalhar pela
libertação e asseio psíquico da Terra.
Dona
Modesta continua:
“(...) Indispensável romper conceitos, vencer barreiras
intelectuais e ter a ousadia para esculpir os novos modelos de
relação intermundos, retirando a mediunidade do dogmatismo que
aprisiona o raciocínio humano, e da tristeza que estorcega o
coração como se os médiuns cumprissem severa sanção.”
“Sem
exageros, vivemos um tempo em que as comportas mediúnicas, a
despeito de estarem em plena movimentação, não permitem que a
linfa cristalina da imortalidade goteje com a necessária
abundância por suas frestas, para dessedentar o homem
aprisionado ao deserto das paixões materiais...”
“Vivemos uma nova proibição mosaica como a do Velho Testamento!
Proibição essa mais nociva que a dos velhos textos hebreus,
porque não se faz por decretos formais, passíveis de serem
revogados, mas sob a coação impiedosa do preconceito sutil, das
convenções estéreis e de sofismas aprisionantes – hábitos de
difícil extirpação da mente humana.”
“Um
clamor ao serviço abnegado e consciente na regeneração da
humanidade em ambas as esferas de vida, formação de frentes
corajosas de amor, tarefas maiores de libertação e asseio
psíquico da Terra. Eis os desafios delegados pelo Cristo a todos
que O amam. Desafios que, em muitas oportunidades, são
substituídos pela atitude impensada da acomodação...”
“Enquanto
inúmeros aprendizes da mediunidade optam pelo fascínio da
mordomia para servirem, preferindo o serviço mediúnico distante
do sacrifício e nos braços do convencionalismo, Jesus conta com
os destemidos, dispostos à segunda milha das ações que
ultrapassam o comodismo inspirado na rigidez da pureza
filosófica.”
“O
sentimento da imortalidade precisa ser construído na intimidade
do homem reencarnado. É instrução a serviço da espiritualização.
Essa instrução, no entanto, carece de aplicação prática que
retrate quanto possível a realidade imortal. Daí o imperativo de
vivências mediúnicas incomuns, para além dos rígidos padrões de
segurança e utilidade consagrados pela comunidade doutrinária.”
*Maria
Modesto Cravo (1899-1964), curada por Eurípedes Barsanulfo,
atendendo sua sugestão, foi a principal fundadora do Sanatório
Espírita de Uberaba (MG). Excelente médium, foi o braço direito
do Dr. Inácio Ferreira na utilização de sessões mediúnicas
desobsessivas aliadas ao tratamento psiquiátrico dos pacientes.
Hoje, na dimensão espiritual, desenvolve inúmeras tarefas no
Sanatório Esperança (no plano espiritual) e através da
mediunidade, aqui na Terra, com amor e imenso devotamento.
OBSERVAÇÃO:
Alguns
espíritas têm se voltado contra as obras de Ermance Dufaux,
psicografadas por Wanderley S. Oliveira, alegando que contrariam
o movimento de unificação da Federação Espírita Brasileira - FEB.
Também
sobre isso é preciso refletir com bom senso. Se esse movimento
de unificação pretende uniformizar as práticas espíritas, isto
certamente contraria o próprio princípio de liberdade que a
doutrina preconiza. Se tenciona unir os espíritas em torno do
mesmo ideal, então as obras da Ermance são mais que importantes
nesse contexto, por aprofundarem a questão da necessidade de
vivenciarmos os conteúdos espíritas, desenvolvendo mais
amorosidade, humildade, alteridade e sinceridade em todos os
momentos e situações.
Inúmeras
têm sido as comunicações procedentes do mundo espiritual que
falam sobre a necessidade de vencer barreiras intelectuais para
vivenciar a comunicação interdimensional de forma mais plena.
Muitos espíritos ilustres reclamam dizendo que sentem como se
tivessem morrido duas vezes: a primeira, pela desencarnação; e a
segunda, quando se aproximam de médiuns visando comunicar-se e
estes se recusam a recebê-los, por medo do que os companheiros
possam dizer.
Diante
disso, podemos observar algumas situações que precisam ser
repensadas:
1 – A
cultura do melindre nos meios espíritas gerou situações em que o
médium se nega a receber um espírito mais elevado, para não
acabar sendo “fritado” pelos companheiros do grupo, quando
deveria ser fiel ao mandato que lhe confiaram, mesmo que isto
significasse o calvário de que fala D. Modesta.
2 – Os
grupos mediúnicos deveriam trabalhar intensamente para erradicar
os melindres. Além de prejudiciais aos próprios trabalhos,
escondem em seu bojo o orgulho e a vaidade.
3 –
Enquanto alguns médiuns se sentiriam inflar de vaidade por
“receber” espíritos ilustres, outros adotam a cultura da
indignidade que vige nos meios espíritas: “Quem sou eu para
receber tal espírito?”, “Imagine eu psicografando com espíritos
como fulano ou sicrano”...
Será
que o melindre, a vaidade ou a cultura da indignidade poderão
servir aos propósitos evolutivos da espiritualidade? Não seria
mais coerente os médiuns e os grupos mediúnicos se esforçarem
mais pelo próprio crescimento interior, a fim de se apresentarem
como instrumentos adequados a comunicações com espíritos de mais
elevada estirpe? Certamente é o caso de esses grupos começarem a
desenvolver mais ações e de forma mais intensa, visando melhorar
o nível espiritual dos seus membros para que os comunicantes
possam encontrar instrumentos à altura.
Um grupo
mediúnico que consiga eliminar os melindres, gerar afetividade
entre seus membros e realizar, ao término de cada sessão,
análise das manifestações, com sinceridade, mas com muito amor,
evitará que seus médiuns se façam portadores de mistificações e
de animismo em níveis prejudiciais.
Na verdade,
há muitas coisas a serem repensadas, outras a serem mudadas, e
outras ainda a serem aprendidas, para que as comunicações entre
nós e o mundo espiritual venham a cumprir mais amplamente as
suas sublimes finalidades.
Oferta
de Deus
Nunca devemos temer a mediunidade, mas cultivá-la com amor, como
instrumento ofertado por Deus, através do qual podemos não
apenas resgatar dívidas e cumprir compromissos, mas também
perceber presenças sublimes, vivenciar momentos de soberanas
emoções, participar de ambientes, atividades e situações tais,
que as palavras não conseguem descrever. Mesmo que esses
momentos sejam raros, oferta daqueles que nos amam e nos
assistem, são tão grandiosos e deixam marcas tão profundas na
alma que os anos não conseguem apagar. E essas marcas são assim
como núcleos floridos cheios de paz e harmonia nas profundezas
do espírito, onde podemos buscar novo alento, novas motivações
para viver e sentir felicidade, sempre que a vida nos machuca ou
se torna amarga ou triste.
Perigos na comunicação entre os dois mundos
Um dos grandes perigos na comunicação interdimensional é o
médium trabalhar isoladamente, sem o suporte de um grupo que
analise suas produções, aconselhe-o quando entender necessário e
lhe dê assistência quando sofre assédios espirituais.
Alguns médiuns preferem psicografar em casa, para melhor
aproveitar o tempo. Mesmo nesses casos, é importante tomar-se
sempre todos os cuidados possíveis, além de buscar apoio de um
grupo do qual participe semanalmente e que possa analisar suas
produções, dialogar abertamente, sem melindres, praticando a
crítica saudável.
O médium que trabalha sozinho, sem esse suporte, está muito mais
sujeito a se deixar envolver nas sutis armadilhas dos “trevosos”,
que tudo fazem para apagar qualquer luz que se acenda na Terra.
E eles SABEM como fazê-lo.
**************
Outro perigo, e dos maiores, está nos elogios que o médium
porventura venha a receber em função das suas faculdades ou
qualidades. Certamente, são bem mais perigosos que as críticas,
por incentivarem e nutrirem a vaidade, podendo colocar seu
portador nos primeiros passos para a fascinação, a mais perigosa
das obsessões.
Nesse capítulo das vaidades, muitas vezes acontece o seguinte:
quando pedimos a alguém para não nos elogiar, dizendo que não há
fundamento para isso, esse alguém, geralmente, fica ainda mais
encantado, afirmando que essa nossa atitude demonstra a grande
humildade que já conseguimos desenvolver etc., e a chuva
encomiástica continua indefinidamente. Nesses casos, uma saída
razoável é a de não responder ao elogio e mudar imediatamente de
assunto. Além disso, não se deve guardá-lo no coração como
bagagem meritória que nos foi oferecida. Esse é um lastro
enganoso que se avoluma depressa e pode nos fazer cair
desastrosamente.
As pessoas estão acostumadas a elogiar, porque instintivamente
esperam também receber louvores. Por isso dificilmente são
verdadeiros e, quando o são, estão carregados de exageros.
Portanto, aceitá-los como realidade, além de ser tolice, é
perigoso.
Em
caso de dúvida
Durante as atividades mediúnicas, inúmeras vezes o médium se
defronta com situações que lhe deixam dúvidas. Às vezes não se
sente seguro com relação a determinada comunicação; de outras,
algo não se encaixou bem... e ele se preocupa...
Nessas situações, freqüentemente vai procurar orientação junto a
outros companheiros e nem sempre consegue tranqüilizar-se por
completo.
Em quaisquer casos de dúvida, no entanto, o próprio médium
possui canais interiores para encontrar respostas e orientações
seguras, mas para que esses canais estejam livres de influências
perniciosas, é preciso limpar a alma de quaisquer idéias ou
sentimentos negativos; relaxar e harmonizar-se; desenvolver
sentimentos de amorosidade e buscar contato com as esferas mais
altas, não na aflição dos conflitos, mas na serenidade da
confiança e na elevada freqüência do amor. E para escapar de
possíveis mistificações, porque há espíritos tão capacitados a
mistificar que conseguem enganar até os mais espertos médiuns, é
importante procurar SENTIR se a vibração da comunicação que
chega é de natureza superior ou não.
Dessa forma, deve-se, sem pressa, procurar sentir, perceber ou
mesmo ver ou ouvir, se tiver tais faculdades, a resposta do
Alto, a orientação que chega. Ela pode também vir por outros
meios como sonhos, geralmente em formatos simbólicos, ou mesmo
como uma firme convicção, uma certeza de que esse é o caminho.
Crianças médiuns
Certa feita fui visitar um centro em Belo Horizonte. O grupo
mediúnico era formado por uma fila de médiuns, todos sentados e
de mãos dadas. Os assistidos vinham um por um colocar as mãos
nos ombros do primeiro da fila. Em seguida o espírito que estava
perturbando aquela pessoa incorporava-se num dos médiuns e ali
era doutrinado. Em muitos casos vários obsessores se
manifestavam.
Havia entre os médiuns um menino de 11 anos, cujas incorporações
me pareceram absolutamente autênticas. O dirigente informou-nos
que aquele garoto tinha sofrido muito desde pequeno, por causa
de uma mediunidade totalmente aflorada e por isso fora
encaminhado para o trabalho de intercâmbio.
Condicionada às idéias vigentes nos meios espíritas, julgava
lamentável a atitude daquele dirigente. Isto se deu até eu ir a
Belém-PA conhecer o Centro Espírita do Nazareno, dirigido pelo
respeitado escritor espírita, dramaturgo, membro da Academia
Paraense de Letras, Nazareno Tourinho.
Ali, tive oportunidade de assistir a um trabalho de desobsessão
com a participação de um garoto de 12 anos. Pareceu-me um
pré-adolescente tranqüilo, com ar alegre de quem está de bem com
a vida, apesar do respeito e do senso de responsabilidade que
demonstrava para com as coisas espirituais.
Perguntei ao Nazareno por que permitia ali tal procedimento,
considerado incorreto nos meios espíritas.
Contou-me, então, alguns casos de crianças que ali chegaram após
anos de sofrimentos seus e de seus familiares, por causa de uma
mediunidade aflorada, e que encontraram em seu exercício o
remédio que a medicina não pudera oferecer. Sugeriu-me reler um
trecho de O Livro dos Médiuns, no capítulo XVIII, item
221, alíneas 7 e 8, quando, em seguimento a um alerta sobre a
inconveniência de se desenvolver a mediunidade em crianças,
encontramos o seguinte:
“Mas há crianças que são médiuns naturais, seja de efeitos
físicos, de escrita ou de visões. Haveria nesses casos o mesmo
inconveniente?
Não. Quando a faculdade se manifesta espontânea numa criança, é
que pertence à sua própria natureza e que a sua constituição é
adequada. Não se dá o mesmo quando a mediunidade é provocada e
excitada. Observe-se que a criança que tem visões geralmente
pouco se impressiona com isso. As visões lhe parecem muito
naturais, de maneira que ela lhes dá pouca atenção e quase
sempre as esquece. Mais tarde a lembrança lhe volta à memória e
é facilmente explicada, se ela conhecer o Espiritismo.”
“Qual a idade em que se pode, sem inconveniente, praticar a
mediunidade?
Não há limite preciso na idade. Depende inteiramente do
desenvolvimento físico e mais particularmente do desenvolvimento
psíquico. Há crianças de doze anos que seriam menos
impressionadas que algumas pessoas já formadas.”
Diante de tais fatos e explicações, percebemos o quanto é
importante procurarmos ser sempre mais flexíveis e nunca achar
que somos os detentores da verdade, porque a própria verdade
também sofre modificações no bojo da evolução.
Psicofonia ou incorporação?
Nos últimos anos, a psicofonia vem sendo apresentada como
sinônimo de incorporação, o que não é correto, porque nessa
modalidade o espírito se utiliza das cordas vocais do médium,
além da sua mente. A própria palavra psicofonia já o diz, pois
só habilita o espírito a falar.
Há faculdades cujas manifestações estão mais próximas da
intuição. Nelas o médium é envolvido pelas forças espirituais,
percebe a presença do comunicante e consegue transmitir seu
pensamento ou sua emoção (o momento que esse espírito está
vivenciando) em palavras. Nesses casos, quem assiste pode achar
que está havendo uma incorporação, mas não é bem isto que
ocorre. Esse médium não sente no próprio corpo as sensações ou
mesmo o comando do comunicante, apenas interpreta o que lhe vai
no pensamento e/ou nas emoções e sensações. Nessas situações, é
fácil perceber como a manifestação é mais verbal do que emotiva
e física. Isto, no entanto, não minimiza a importância do
trabalho do médium, desde que procure ser uma fonte de harmonia
e amor direcionada ao manifestante, quando tratar-se de sofredor
ou obsessor. No caso de ser um espírito benfeitor, basta que o
médium permaneça em atitude fraterna, embora absolutamente
passiva, não permitindo que seu pensamento interfira na
comunicação.
Este nível de mediunidade muitas vezes dá margem a que digam
haver ali mais animismo que outra coisa. Por isso é importante
não considerar alguém anímico, só pelo fato de suas comunicações
não serem tão convincentes, em termos de manifestação, como de
outros companheiros. O bom médium é principalmente aquele que se
dedica à tarefa, é responsável e cuida de manter conduta
adequada, vivenciando a humildade e a honestidade, buscando
desenvolver seus potenciais de amor e emitir vibrações dessa
natureza, principalmente durante os trabalhos.
No outro extremo, passando pelos mais variados níveis, teremos
uma faculdade que permite ao espírito comandar o corpo do
medianeiro, desde a sua fala até aos movimentos. Nesses casos, o
médium incorporado pode falar, andar, movimentar-se à vontade,
executar atividades como cirurgias etc. Nos trabalhos de
terreiro, como na Umbanda e no Candomblé, os espíritos também
lhe dominam totalmente o corpo, daí o chamarem de “cavalo”.
O mesmo acontece nos casos de possessão, em obsessões mais
graves.
Animismo e mistificação
Existem médiuns que habitualmente incorporam ou detectam, pela
vidência ou audição, espíritos de pessoas famosas,
recém-desencarnadas, ou daquelas de que a imprensa trata com
mais intensidade. Outros “recebem” sistematicamente entidades
das mais conhecidas e amadas nos meios espíritas, e assim por
diante.
Até que ponto se pode ter certeza de que tais ocorrências são
anímicas, ou mesmo, mistificações?
Há muitos tipos de animismo, desde aqueles em que a comunicação
parte da mente do próprio médium, em que este repete clichês
existentes em seu inconsciente, em que revive situações de suas
vidas passadas, até aqueles em que insere o próprio pensamento
ou personalidade na comunicação de espíritos.
Pode-se mesmo dizer que, em toda comunicação mediúnica, há maior
ou menor grau de animismo. O espírito, para comunicar-se,
utiliza-se da mente do medianeiro, com todos os seus componentes
psíquicos, seus potenciais, seus conhecimentos, porque ele não é
um mero aparelho, como erroneamente muitos o denominam.
Inúmeros companheiros criticam acerbamente alguns trabalhos ou
grupos, cujos médiuns seriam anímicos, obsidiados ou
mistificadores, porque as suas incorporações repetem sempre os
mesmos estilos. Num dos que freqüentei, havia uma médium que, ao
incorporar algum sofredor, invariavelmente começava assim: “Ai,
meu Deus, onde é que eu estou?...” E seguia lamentando suas
dores e aflições, apresentando sempre situações mais ou menos
semelhantes. Outra médium, quando recebia um obsessor, este
chegava valente, agressivo, cheio de ódio e revolta ou então
zombeteiro, quando não, fazendo-se de bêbado e pedindo mais
bebida; mas, com alguns minutos de doutrinação, ia logo dizendo:
“Eu já entendi tudo, graças a Deus. Que Deus ilumine vocês cada
vez mais e mais, para que possam continuar neste trabalho de
luz... etc.”
Analisando esses dois casos, podemos ver no primeiro a
manifestação do inconsciente da médium, usando clichês sempre
repetidos, talvez trazendo à tona algum ponto traumático de sua
vida atual ou passada.
Podia também tratar-se de um espírito mistificador fazendo-se
passar por quem não era. Dificilmente se trataria de
mistificação da própria médium, criatura humilde, que nada
indicava poder assim agir. Creio que todos do grupo pensavam
dessa forma, porque nunca lhe foi demonstrada qualquer crítica
ou rejeição. Certamente todos também vibrávamos com muito amor
direcionado a ela durante as suas comunicações, porque sabíamos
que essa boa vibração não se perderia. Seria sempre bem
aproveitada de uma ou de outra maneira.
Já o outro caso sinaliza mais para a presença de um mistificador
do que para animismo.
É até possível que algum espírito obsessor (a depender também da
intensidade do seu ódio) decida-se a mudar de vida apenas com
uma curta doutrinação de poucos minutos, porque a vibração que
lhe é dirigida, na elevada freqüência do amor, pode realmente
levá-lo a perceber melhor sua situação e decidir-se a mudar de
rumo.
Mas a repetição contínua de resultados semelhantes indica
claramente que ali está um enganador fazendo-se passar pelo que
não é, porque, quando um obsessor empedernido na prática do mal
resolve mudar de vida, não começa logo por um discurso parecido
com o de espíritos mais evoluídos. Ele pode até emocionar-se, e
muito, pela ajuda que ali recebeu, pelo novo caminho de
esperança que se abriu diante dele e até mesmo pelo alívio do
perdão que concedeu a seu inimigo. Pode mostrar-se grato, mas
reconhecendo sempre sua condição de inferioridade espiritual com
relação aos demais. Muitas vezes esses espíritos prometem voltar
para de alguma forma ajudar seus benfeitores, pela gratidão que
sentem, mas jamais iriam proceder como alguém com prerrogativas
para invocar bênçãos.
Por causa
das inúmeras situações que podem acontecer num grupo mediúnico,
seria extremamente importante que a reunião sempre se encerrasse
alguns minutos antes, e o tempo restante fosse aproveitado para
uma avaliação. Mas para isso é necessário um trabalho prévio com
o grupo visando
eliminar os melindres
e fazer com que todos se habituem a discutir os problemas “olho
no olho”, com franqueza, sem máscaras e com amor.
Desobsessão
em outros formatos
Na desobsessão habitual, nos meios espíritas, só um espírito se
comunica de cada vez, reduzindo drasticamente o número de
atendimentos. No Centro Espírita do Nazareno, observei que
trabalhavam simultaneamente uns 15 médiuns, atendidos por um
exército de doutrinadores e de ajudantes, que cuidavam com
carinho da sua segurança e bem-estar, quando se incorporavam.
Vez por outra, algum deles, lançado ao chão por um espírito mais
agressivo, era sempre amparado pelos auxiliares que lhe
colocavam um travesseiro sob a cabeça para não se machucar, e a
doutrinação acontecia ali mesmo, sem nenhum problema.
As atividades naquela casa espírita não se desenrolam em torno
de uma mesa, mas em várias salas, cujo mobiliário consta de
bancos acolchoados, que se transformam em macas, quando
necessário. E é nesses bancos encostados à parede que se
incorpora a maioria dos médiuns.
Soube que os trabalhos de desobsessão vinham sendo realizados
ali há mais de cinco anos, sempre nesse formato. Observando,
pinçando uma informação aqui, outra ali, conversando com uns e
outros dos trabalhadores e dos assistidos, fui sentindo cada vez
mais respeito por aquele modelo. Não foi possível verificar
quantos espíritos foram atendidos naquela noite, mas foram
muitos. Certamente esse método é bem mais produtivo.
Fiquei então a me perguntar por qual motivo toda sessão
mediúnica teria de ser realizada em torno de uma mesa. Não
encontrei resposta.
Anos mais tarde, conheci outro grupo de trabalhos mediúnicos que
não segue o modelo tradicional.
Participei de uma das suas sessões, que me encantou pela
profundidade e complexidade das ações. A sala estava sem móveis;
o chão coberto com tatame; os participantes sentados no chão, ao
longo das paredes; o ambiente era absolutamente fraterno.
Após o início dos trabalhos, um médium clarividente informou que
havia um implante, uma espécie de chip, na coluna vertebral de
uma pessoa que estava sendo tratada de uma obsessão complexa, de
longa duração. Ela foi colocada deitada no chão, de bruços, e
dois médiuns, num processo bastante complexo, fizeram a retirada
do implante. Em seguida, eles se deitaram também, cada um de um
lado, segurando cada qual uma de suas mãos. A doutrinadora,
utilizando alguns comandos próprios da apometria*, fez passarem
para os dois médiuns e deles para o chão energias pesadas que
nenhum passe tinha conseguido eliminar. Os médiuns se contorciam
e gemiam, em sofrimento com aquela descarga. Depois houve
manifestação de um obsessor que era o principal promotor daquela
perseguição.
A pessoa atendida nos contou, tempos depois, que nunca se
sentira tão bem quanto após aquele trabalho. Dizia estar em
estado de graça, após tão longos anos de intensos sofrimentos.
Havia procurado a medicina e passara por tratamentos em outros
centros espíritas, sem qualquer resultado.
Como se sabe, existe a obsessão simples e a complexa. Na
complexa, a vítima é assediada por especialistas das sombras que
trabalham com implantes de aparelhos parasitas; usam campos de
força dissociativos ou magnéticos de ação contínua; fixam no
obsediado espíritos em sofrimento atroz, visando parasitá-lo ou
vampirizá-lo, etc. Pode também haver trabalhos de magia negra.
Em nossa ingenuidade, geralmente preferimos acreditar que nada
disso existe, mas, ao lermos algumas obras psicografadas por
Divaldo Franco, por Robson Pinheiro e outros médiuns, percebemos
que as cortinas se entreabrem, mostrando mais um pouco do que
ocorre nas regiões inferiores do mundo espiritual.
Também nos trabalhos mediúnicos de maior profundidade, tais
situações se fazem presentes, mostrando a extraordinária
capacidade dos cientistas e técnicos das sombras, que se
utilizam de avançadíssimos recursos para suas atividades
malfeitoras.
*
A apometria tem sido motivo
de discussão e polêmica nos meios espíritas. Alguns entendem que
ela pode ser aplicada em reuniões de desobsessão, outros refutam
vigorosamente tal idéia, afirmando que tais conhecimentos e
técnicas não fazem parte dos conteúdos espíritas.
Como não é possível tomar posição correta apenas por ouvir
dizer, convém lembrar aquela recomendação apostólica para se
procurar conhecer de tudo e reter o que for bom.
Os interessados em melhor conhecer a apometria encontram valioso
material em sites como:
http://www.sbapometria.com.br/
http://www.geocities.com/Vienna/Strasse/5774/
Por achar interessantes, pinçamos alguns trechos extraídos
desses sites:
“A apometria foi desenvolvida por um médico, médium e espírita
chamado Dr. José Lacerda. Juntamente com sua esposa Dna. Yolanda
trabalhou durante anos em atendimentos espíritas na Casa do
Jardim, em Porto Alegre-RS. Durante todo esse tempo dedicado à
caridade, ele foi desenvolvendo, juntamente com a
espiritualidade, técnicas que conseguissem maior resultado,
maior penetração e eficácia nos tratamentos espirituais.”
“(...)
Apometria é uma técnica que permite com razoável facilidade, a
um grupo de médiuns treinados, a indução para estados de
desdobramento dos corpos mediadores; em especial o etérico, o
astral e o mental. É também importante ferramenta de
criação de campos de força.
Não basta
somente o conhecimento da técnica em si, mas é fundamental a
egrégora que se forma durante os trabalhos, pois, é proveniente
de cada elo da corrente, a sustentação mental para que os
benfeitores espirituais possam agir em padrões vibracionais, que
normalmente exigiriam grande dispêndio de energia e esforço das
falanges socorristas, que dão apoio a esses trabalhos de cura
desobsessivos”.
“(...)
REGRA DE OURO DA APOMETRIA: aqui, no entanto, devemos clarinar
um vigoroso alerta para os entusiasmos que possamos estar
provocando. Como fundamento de todo esse trabalho – como, de
resto, de todo trabalho espiritual – deve estar o Amor. Ele é o
alicerce. Sempre. As técnicas que apontamos são eficientes, não
temos dúvidas. O controle dessas energias sutis é fascinante,
reconhecemos, pois desse fascínio também sofremos nós. Mas se
tudo não estiver impregnado de caridade, de nada valerá. Mais:
ao lado da caridade, e como conseqüência natural dela, deverá se
fazer presente a humildade, a disposição de servir no
anonimato.”
“(...)
Advertimos: através da obediência dos preceitos evangélicos,
somente através dela, experimentadores e operadores podem
desfrutar de condições seguras para devassar esses arcanos
secretos da Natureza, com a adequada utilização dessas "forças
desconhecidas".
Das
finalidades da apometria, apresentadas nos sites, destacamos as
seguintes:
“• Estudar,
praticar e difundir os princípios da Doutrina Espírita, no
sentido universalista, nos aspectos de: Ciência, Filosofia e
Religião;
• Estudar
os assuntos científicos paranormais e os relacionados com o
campo da psicobiofísica;
• Enfatizar
entre os homens, a necessidade da renovação interior à luz do
Evangelho, como único caminho para a conquista da Paz e da
Felicidade;
•
Proporcionar atendimento psíquico espiritual gratuito, aos
necessitados, com ênfase na aplicação das técnicas apométricas;”
Quanto às
afirmativas de que a apometria não faz parte dos conteúdos
espíritas, convém lembrar que esses conteúdos (a codificação)
foram escritos há século e meio, e que ali se recomenda que o
espiritismo caminhe sempre com a ciência, ou seja, o
conhecimento.
Pelo pouco
que conheço sobre apometria, parece claro que ela veio para
cuidar principalmente dos casos de obsessões complexas, dessas
que são impermeáveis à doutrinação comum, por se tratar de
espíritos “profissionais do mal”.
Já
presenciei inúmeras vezes alguém chegar num centro espírita a
procura de ajuda, dizendo-se vítima de trabalhos de terreiro e
receber a ingênua resposta: “Ora, isso não existe. Vem aqui
tomar passe, assistir a palestras, faz o evangelho no lar e vai
ficar bom”.
Equipe de trabalhos
mediúnicos
O ideal é
que um grupo mediúnico consiga transformar-se numa equipe, numa
família espiritual, na qual todos os membros se liguem uns aos
outros por laços de verdadeiro afeto.
Tivemos
oportunidade de conhecer mais de perto dois grupos assim.
Um deles é
aquele em que ocorreu a retirada do implante, acima citado. Como
todos os grupos mediúnicos produtivos, esse também já passou por
muitos altos e baixos, problemas os mais variados, até que todos
fizeram um pacto de afetividade entre si, passando a realizar
encontros sistemáticos visando conversar abertamente, olho no
olho, como irmãos muito fraternos, procurando dirimir as
diferenças e aproximar corações, sem máscaras.
Esse grupo
é daqueles que são muito perseguidos por legiões trevosas,
organizações do mal que trabalham com afinco para anulá-los, em
razão das suas atividades em defesa de vítimas de obsessões
complexas e pela ousadia que demonstram em atrapalhar seus
tenebrosos planos.
Na outra
vertente vamos encontrar também poderosas organizações do mal,
cuja meta é anular os efeitos evolutivos das atividades
espíritas. É como a árvore que dá bons frutos, tornando-se alvo
da sanha inimiga.
Essas organizações pouco se importam com os estudos doutrinários
que são realizados nos centros, com as palestras e os passes,
nem com atividades caritativas. A sua meta é não permitir que os
conteúdos espíritas cheguem aos corações das pessoas, realizando
ali as tão necessárias transformações interiores.
Os
resultados da sua atuação são fáceis de perceber se observarmos
as prioridades nos meios espíritas. São raros os grupos ou
centros que realizam atividades exclusivamente voltadas para o
crescimento interior das pessoas; que procuram encontrar meios
práticos, tais como oficinas, para desenvolver amorosidade,
humildade, alteridade, bom convívio e demais valores nos seus
freqüentadores.
Nos meios
espíritas, não se dão aulas de amor e isto certamente reflete a
atuação das referidas organizações.
Felizmente,
desde alguns anos vêm vertendo da dimensão espiritual mensagens
e mais mensagens indicando a necessidade premente de se passar a
vivenciar, de fato, os conteúdos espíritas, ou seja, situar o
espiritismo no coração, pois, como disse o espírito Ermance
Dufaux, “Espiritismo na cabeça é informação, no coração é
transformação”.
É
justamente essa transformação que as organizações trevosas não
querem ver acontecer.
O outro de
que falamos é o Grupo Carlos Eduardo, da Comunhão Espírita de
Brasília, que conseguiu transformar-se numa verdadeira equipe,
após “ouvir” e pôr em prática determinadas orientações
espirituais recebidas, entre as quais do Espírito Odilon
Fernandes, Diretor-Geral do Liceu da Mediunidade (Instituto
existente no plano espiritual, que visa à preparação de médiuns
em fase pré-reencarnação)
Dentre as
orientações do Dr. Odilon, destacam-se:
a)
apadrinhamento de uma entidade assistencial – de qualquer
natureza –, que pudesse ser visitada regularmente, com vistas ao
recebimento de auxílio material e principalmente espiritual;
b)
realização mensal do Evangelho no Lar, na residência de todos os
participantes;
c) estudo
intensificado de obras de cunho evangélico e doutrinário.
A
implementação dessas orientações foi acontecendo lentamente e
hoje o grupo desenvolve diversas atividades sistematicamente,
tanto dentro quanto fora da instituição. Dá atendimento tanto
material quanto espiritual a uma creche, denominada Ampare, que
atende a crianças deficientes físicas e/ou mentais, de 03 a 16
anos, localizada na Vila Planalto, em Brasília.
A cada três
meses, o grupo viaja até Palmelo, cidade distante
aproximadamente 300 km de Brasília. Essa comunidade, de
aproximadamente 5.000 habitantes, considerada a primeira cidade
espírita do mundo, foi erigida no primeiro quartel do século XX
pelo bandeirante espírita Jerônimo Cândido Gomide, conhecido por
Candinho, discípulo de Eurípedes Barsanulfo. Recebeu do Apóstolo
Sacramentano, quando ainda em vida física, a incumbência de
partir em missão apostólica rumo ao interior brasileiro.
Melhores e maiores detalhes sobre este desbravador e suas
atividades, podem ser obtidos no livro “De Sacramento à
Palmelo”, de Agnelo Moratto.
É uma
cidade de baixa renda per capita, reduzida área urbana e rural.
Para
facilitar a locomoção até Palmelo e integrar mais ainda os
membros da comitiva, a viagem é feita em um microônibus com 26
lugares. Durante boa parte do percurso de ida e volta os
companheiros cantam e permanecem em vigília e oração. Esta foi
uma das recomendações dos guias espirituais, pois, o assédio dos
espíritos contrários é bastante intenso. A reunião de
desobsessão do grupo, que ocorre na noite anterior à viagem, é
totalmente direcionada ao desimpedimento das forças contrárias
ao trabalho do Bem.
Também o
Evangelho no Lar foi implantado pelo grupo, assim como os
estudos, tanto dos livros da codificação quanto de outros
complementares, tais como, os da série André Luiz ou
relacionados à mediunidade aplicada.
As reuniões
mediúnicas são sempre antecedidas por preparo adequado, visando
harmonizar o ambiente e elevar a freqüência vibratória do grupo.
O trabalho
de atendimento aos espíritos (em sua maioria são obsessores e
membros das organizações trevosas às quais já nos referimos)
possibilita geralmente a simultaneidade de duas, no máximo três,
manifestações. Os médiuns de sustentação permanecem em prece,
durante os trabalhos; vez em quando um ou outro é chamado para
aplicação de passe ou realização de oração direcionada, sempre
em voz alta.
Ao final,
são direcionadas vibrações aos ocupantes de cargos públicos
(presidente, governantes, políticos, de uma maneira geral,
magistrados); aos indigentes, presidiários, doentes do corpo e
da alma; aos líderes do planeta, com ênfase à determinada região
de turbulência; a problemas específicos do País, como aqueles
abrangidos pela febre aftosa ou eventuais crises políticas.
Também são contemplados pelas vibrações os lares e locais de
trabalho dos membros do grupo, os familiares de cada um. Da
mesma forma, são citados nominalmente todos os ausentes à
reunião da noite.
A atividade
é sempre encerrada com uma avaliação geral e comentários sobre
as ocorrências.
Trabalhos como alguns dos que descrevemos costumam ser alvo de
muitas críticas nos meios espíritas, acostumados a uma mesmice
que foi se consolidando ao longo das décadas.
São críticas e julgamentos que precisam ser repensados.
Costumamos criticar acerbamente aqueles que “fazem de forma
diferente” da maneira a que estamos habituados.
Reflitamos um pouco sobre essa questão:
1 – Esse tipo de crítica é destrutivo, porque serve apenas para
criar em torno do criticado uma aura de negatividade.
2 – Ao criticarmos alguém, estamos nos posicionando acima dele,
praticando, dessa forma, o orgulho.
3 – Quantas vezes aquilo que criticamos nos outros acabamos
adotando para nós mesmos, ao percebermos que eles é que estavam
certos. Os nossos conceitos e a nossa ótica vão se modificando à
medida que ascencionamos em nossa escalada evolutiva.
4 – A crítica, irmã gêmea da maledicência, é algo extremamente
prejudicial, por denegrir a imagem de alguém. Quem as pratica
deveria lembrar-se de que más palavras são como as penas que
atiramos ao vento do alto de um edifício. Se, ao percebermos
nosso engano, quisermos recolhê-las, isto será impossível. O
vento as terá levado para os mais distantes lugares.
Aí, só nos restará o arrependimento.
Desobsessão
Nos casos mais difíceis de desobsessão, ou nos de longo curso,
os perseguidores geralmente passam a seguir o médium que os vem
“recebendo”, no intuito de o desviar da tarefa ou, quem sabe,
por alguma ligação magnética que se estabeleça entre ambos.
Certamente o Alto aproveita essa disposição como elemento de
apoio para o trabalho. Por isso é tão importante que o
medianeiro procure manter, o mais que possa, boa freqüência
vibratória. O mesmo pode acontecer também com relação ao
doutrinador.
Algumas sugestões:
a) Aprender a identificar influências negativas que lhe chegam e
a não acolhê-las.
b) Acostumar-se a comandar os próprios estados de espírito,
desenvolvendo sentimentos e emoções de afeto e de alegria,
sempre sobre as bases da humildade. A ira, a irritação, a
inveja, o ciúme, o ódio, o medo, os estados depressivos e outros
assemelhados abrem brechas nas defesas espirituais deixando o
médium mais à mercê dos obsessores; também geram resíduos
magnéticos (usamos este termo na falta de outro mais adequado)
que formam bloqueios no sistema energético, provocando inúmeros
transtornos físicos e psíquicos.
c) Habituar-se a pensar, sentir e falar com amor. O amor é um
sentimento que não se adquire apenas porque se quer. É resultado
de longas jornadas evolutivas. Mas essa aquisição pode ser
dinamizada através de esforço contínuo.
d) Lembrar-se de ser uma presença benéfica onde estiver.
e) Evitar assistir a filmes ou noticiários com cenas de
violência ou horror. São imagens que permanecem por longo tempo
vibrando no subconsciente, tanto assim que amiúde voltam à
memória. É um tipo de vibração que abre canais para
influenciação negativa.
f) Antes de dormir, é bom fazer alguma leitura de teor elevado,
ouvir música relaxante, imaginar-se em algum plano mais elevado
e fazer uma prece, pedindo orientação e proteção; visualizar a
natureza, principalmente flores, ajuda a elevar a freqüência
vibratória.
g) Sempre que lembrar, buscar o Alto pelo pensamento, numa
vibração de afeto, confiança e gratidão. Mesmo que isto ocorra
em instantes fugazes, abre ou ajuda a manter abertos os canais
de ligação com os planos superiores, elevando o próprio teor
vibratório.
h) Manter estado de espírito otimista, positivo, sem temor,
dinamizando-o pela força de uma vontade firme e confiante.
Faculdades incomuns
Muitos médiuns suspiram por faculdades como a vidência, a
psicografia mecânica, a capacidade de materializar espíritos ou
aptidão para incorporá-los em atividades como as de cura, etc.
Mas bem mais importante que a faculdade em si é a postura do
médium ante a sua tarefa.
É fundamental aceitar a mediunidade com alegria e humildade. Uma
mediunidade comum, cujo portador é sincero e honesto,
equilibrado, responsável e dedicado, esforçando-se para cumprir
da melhor forma possível a sua tarefa, tem muito mais valor para
os espíritos responsáveis pelos trabalhos do que faculdades
extraordinárias, cujo portador não as valoriza, ou não tem
disciplina nem humildade, podendo mais facilmente cair nas teias
de obsessores sagazes, que sabem aproveitar todas as brechas
para introduzir a sua influência nefasta.
A mediunidade, para ser uma fonte de bênçãos, deve ser utilizada
para servir, não para afagar egos. Enquanto se fica suspirando
por faculdades incomuns, está-se perdendo tempo precioso e, com
ele, oportunidades de serviço.
O
melindre
O psiquismo do médium geralmente é mais sensível que o das
outras pessoas. Isto acontece porque ele vive numa zona
fronteiriça entre a dimensão material e a espiritual e esse
contato com o outro lado, em maior ou menor proporção, interfere
ou interage com os seus referencias de pessoa encarnada. Talvez
por isso seja mais suscetível aos melindres, que são
extremamente prejudiciais. Entretanto, é indispensável, para o
seu próprio equilíbrio, que desenvolva humildade e paciência.
Certamente encontrará em seu caminho a prepotência, o despeito,
a má-fé, a má vontade, a calúnia e outras tantas agressões, e
não é justo perder sua oportunidade de reajuste e evolução só
para “responder à altura”, ou para preservar sua imagem perante
os companheiros. Importa lembrar-se sempre de que a imagem que
deve preservar acima de tudo é a de si mesmo diante da sua
consciência.
Também há de precisar de muito autocontrole e serenidade, além
da humildade, quando vir sua mediunidade questionada; quando
perceber dúvidas sobre a sua sanidade mental; quando observar
que está sendo visto como obsediado, ou quando lhe chamarem a
atenção para erros ou falhas eventuais.
O orgulho e o melindre são seus piores inimigos nesses momentos.
É muito difícil alguém ver a sua atuação questionada ou
criticada por outrem e não sentir-se revoltado, humilhado ou
frustrado.
Nessas circunstâncias, também pode começar a duvidar da própria
mediunidade e essa desconfiança tende a crescer, ganhando visos
de realidade a seus olhos e logo estará tão cheio de dúvidas que
fechará inconscientemente seus canais mediúnicos, podendo pôr a
perder uma tarefa promissora.
Em qualquer situação, portanto, o médium sábio não deve se
exaltar, nem se ofender, nunca se melindrar, mesmo que esteja
convencido de que as críticas que porventura lhe façam nada têm
de verdadeiras.
Quantas vezes estamos certíssimos de algo que nos toca de perto
e só mais tarde percebemos nosso erro? Os outros estão bem mais
qualificados para nos observarem. Por isso é fundamental que o
médium jamais se melindre com quaisquer observações,
questionamentos, acusações ou críticas. Em vez disso, que
procure analisar, observar e questionar a si mesmo; conversar
com algum companheiro que poderá ajudá-lo a encontrar a sua
verdade. Também é importante buscar orientação espiritual. Para
isso, é necessário limpar o coração de quaisquer mágoas ou
ressentimentos, relaxar, elevar o espírito para Deus e pedir,
com toda humildade e sinceridade, a ajuda de que está
necessitando.
Se a resposta do Alto, assim como seu coração, lhe disser que
está certo, então siga firme e tranqüilo, sem se importar com os
espinhos que lhe atirem, mas sempre vigilante para não cair em
erro. E se observar erros em si mesmo ou em sua atuação
mediúnica, procure corrigir-se, ou buscar auxílio, se for esse o
caso, porque alguns processos obsessivos são muito sutis,
necessitando de ajuda externa para sua solução. Não é vergonhoso
um médium procurar ajuda junto a outros companheiros, quando
entender necessário. Ao contrário, isto denota maior maturidade
de sua parte.
O melindre, quando lhe damos acolhida, transforma-se num dos
maiores obstáculos em nosso caminho. É incontável o número de
medianeiros, com excelentes faculdades, comprometidos com
tarefas de maior ou menor amplitude, que se afastaram por se
melindrar, pondo a perder grandiosas oportunidades de resgate e
crescimento.
Também a humildade é fundamental para o equilíbrio do medianeiro
e seu bom desempenho no intercâmbio com o mundo espiritual. Mas
isto não significa que deva anular a própria personalidade e
deixar-se “humildemente” levar pelos que o querem conduzir. Como
canal da outra dimensão para esta, precisa ter maturidade para
ver, observar, analisar e agir de acordo com critérios corretos.
Mas para isso é necessário um maior aprofundamento nos meandros
da mediunidade e da dimensão espiritual que nos cerca. Esse
aprofundamento implica em estudo (não só da codificação),
experimentações em trabalhos práticos, espírito de pesquisa,
avaliações constantes feitas pelos grupos, isenção de ânimo e
abertura para observar novas realidades.
Ainda assim, é imprescindível que tudo isso seja feito sobre as
bases do amor, da alteridade, da humildade e do equilíbrio,
evitando-se sempre acreditar que se tem a última palavra.
Campo magnético carregado
Quando
vamos diminuindo nossos momentos de leituras edificantes, de
preces, vamos fragilizando nossas conexões com o Alto, entrando
em zona de perigo, devido à maior imantação com a materialidade
que carrega nosso campo magnético com energias mais densas, mais
grosseiras.
É fácil
observar como um campo magnético assim carregado nos prende a
patamares inferiores, e nesses patamares nosso psiquismo passa a
vibrar em conformidade com os conteúdos dessas dimensões. Quando
isto acontece, nossos sentimentos e emoções passam a rejeitar
tudo que diga respeito à espiritualidade mais alta, à
religiosidade, aos superiores conceitos de vida, fazendo-nos
sentir maior atração pelos prazeres da carne, pelas conversas
menos edificantes, pelas mais variadas curtições e por aí afora.
É como se os canais para a espiritualidade mais alta estivessem
fechados.
É fácil
então perceber por que tantas pessoas, inexplicavelmente, sofrem
quedas espirituais, muitas vezes de impressionantes proporções,
descendo a verdadeiros abismos da alma, onde é fácil cair, mas
de onde é muito difícil e doloroso sair.
Muitas
pessoas começam a se afastar das atividades espíritas por
motivos variados e então se pode perceber como os seus focos vão
mudando. As leituras de elevado teor vão perdendo totalmente o
interesse, enquanto os assuntos inferiores ganham espaço.
Por isso é
tão importante cultivar religiosidade.
Quando o médium está pronto?
Num dos
grupos da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo –
ABRADE, via Internet, discutindo-se sobre mediunidade, foi
proposta a seguinte questão: “Por quais indícios sabemos que a
pessoa está pronta para participar das reuniões práticas?”
Vamos
reproduzir uma das respostas que entendemos interessante e
esclarecedora:
“Acredito
que, para alguém ser admitido na atividade prática, precisamos
pelo menos de alguns cuidados:
1 - Ele
precisa ter sido instruído quanto ao fenômeno da mediunidade e
seu funcionamento. Isso evitará a maioria dos mal-entendidos,
traumas, medos, deslumbramentos e, por que não, idealização de
possuir "dons" divinos, superioridade moral e espiritual sobre
os demais companheiros, resguardando-o, dessa forma, de cair nas
malhas do desequilíbrio mental, bem como do orgulho e da
vaidade.
2 - Ele
precisa ter sido ambientado na profunda e essencial finalidade
de servir ao próximo, que é a mediunidade. Precisa ter, de fato,
entendido a difícil prática da caridade representada pela cessão
de seu organismo, através da passividade, para colocar-se a
serviço do desconhecido que busca ajuda, seja ela por qualquer
razão. A compreensão disso é fundamental. O médium precisa
entender que é um servidor e que, como tal, tem
responsabilidades, horários, disciplina... compromisso.
3 - Precisa
estar trabalhando em prol do próximo para reforçar os dois
princípios acima.
Quanto tempo de preparo? Acredito que depende de quão ostensiva
e até difícil de segurar é sua mediunidade. Nos casos de
mediunidade à flor da pele, o prazo de preparo precisa a meu ver
ser reduzido para dar vazão à situação difícil e delicada vivida
por essa pessoa, acompanhado, porém, de um grande respaldo dos
mais experientes. Esta ação irá inclusive ensinar-lhe como
disciplinar esta sua faculdade, de forma a reduzir a ocorrência
de fenômenos fortuitos e em momentos indesejados para poder,
então, completar a fase de formação teórica e o treinamento de
seus valores morais, através da prática da caridade.”
Campeonato da Insensatez
A revista
Reformador (Editora FEB - outubro/2006) traz um texto muito
interessante do espírito Vianna de Carvalho, psicografia de
Divaldo Franco, intitulado Campeonato da Insensatez.
Ao falar
sobre o exercício da mediunidade, Vianna de Carvalho diz que há
centros espíritas que “substituem a simplicidade e
espontaneidade dos fenômenos mediúnicos por constrições e
diretrizes escolares que culminam, lamentavelmente, com a
diplomação de médiuns e de doutrinadores, que também alcançam os
patamares teológicos da autofascinação”.
Fala também
sobre os inúmeros dirigentes espíritas bem intencionados,
grandes trabalhadores, mas que criaram uma estrutura pedagógica
nos centros espíritas que, pela sua sistemática e duração,
impedem que pessoas que já "nasceram" médiuns não possam
prontamente iniciar o exercício de suas faculdades. Antes
precisam passar alguns anos pelos estudos doutrinários e por uma
escola de médiuns.
Certamente
esses estudos e as escolas de médiuns são importantes. Mas
a rigidez em relação à duração e ao método precisam sofrer a
influência da FLEXIBILIZAÇÃO.
Há médiuns
que chegam prontos na casa espírita. Por que adiar o seu
trabalho e atuação forçando-os a primeiro se diplomar para só
então estarem aptos a vivenciar suas faculdades?
Obras
mediúnicas suspeitas
Ultimamente, tem-se visto muita polêmica e muitas críticas
apontando erros de variadas naturezas em obras mediúnicas.
Em tais
situações, nada melhor do que colocá-las em debate franco,
aberto, fraterno e alteritário. Isto pode ser feito pela
Internet ou em fóruns presenciais, mas ninguém deve se achar no
direito de fechar questão, adjetivar negativamente, excluir,
indexar... porque o importante é o esclarecimento para que cada
um possa tirar suas próprias conclusões.
Esses
debates também serviriam para os próprios médiuns se cuidarem
mais, descerem dos pedestais onde muitos deles foram colocados;
entenderem que são falíveis, que podem estar sendo influenciados
por inimigos do bem, sutilmente mistificados...
Muitos
médiuns começam suas atividades mediúnicas construindo seus
ambientes internos sobre os alicerces da humildade, mas, quando
começam a ser vistos com admiração, deixam que a vaidade tome
conta. Isto é muito fácil acontecer. Quem não gosta de se ver
cercado de admiradores, sentir-se prestigiado, ver seus livros
(ou melhor, os livros que psicografou) vendidos e lidos em toda
parte, despertando elogios e admiração?
Em
situações assim, é muito fácil escorregar; começar a acreditar
que a obra é sua e não dos espíritos; aceitar o aplauso como
merecido e sentir-se cada vez mais satisfeito com a altura do
pedestal em que foi colocado.
Com esse
tipo de ambiente interior, fica bem mais fácil para os inimigos
do bem conseguirem contato. Há espíritos inteligentíssimos,
especialistas em se fazer passar por quem não são. Eles
conseguem mudar a própria aparência e até mesmo a vibração (esta
última, até certo ponto), visando enganar o médium. E quando
este se encontra muito imbuído da própria importância, das suas
qualidades como médium, da posição que passou a ocupar nos meios
em que se insere, baixando com isso a própria freqüência
vibratória, pode não perceber a diferença entre a presença do
seu guia espiritual e a do mistificador. Este vai lhe insuflando
cada vez mais idéias que lhe aumentem a vaidade e o orgulho.
Esse pode ser um processo lento, mediante o qual o mistificador
vai se aproximando mais e mais, passando a interferir na
comunicação e chegando mesmo a substituir o guia espiritual.
Isto muitas vezes acontece de forma tão sutil que só bons
observadores conseguem perceber.
E não se
pense que o seu guia espiritual interfere. Poderá fazê-lo sim,
mas de forma indireta, sutil. A grande responsabilidade, sempre,
é do próprio médium.
Por isso,
toda obra que desperte polêmica deveria ser analisada e
discutida abertamente não só pelos “especialistas no assunto”,
mas por todos que a leram. Mas isto deve ser feito sem se fechar
questão, sem aquele ar de ombudsman, de dono da verdade
e, muito menos, da crítica ferrenha e antifraterna de que tantos
se utilizam nos meios espíritas.
Nosso
endereço de luz
Ao entrar na sua casa espírita, faça-o com a alma desarmada,
serena. Elimine qualquer sentimento ou pensamento de crítica,
mágoa,
azedume ou amargura.
No trabalho mediúnico, é importante desenvolver um sentimento de
humildade, de afeto e respeito pelos companheiros encarnados e
desencarnados; ter a alma limpa e o coração cheio de fé.
Se você é “trabalhador da seara”, seja qual for a sua função,
você é co-responsável pelo grupo ou centro em cujas atividades
se encontra inserido. Por isso procure fazer o melhor que puder.
Procure interessar-se não só pelas suas tarefas mas também por
tudo que diga respeito ao grupo ou instituição, porque você é
parte dele.
A casa espírita é também o seu endereço de luz. Se ela se
encontra em situação sombria, procure desenvolver meios para
iluminá-la. Lembre-se de que, quando algo realmente nos
interessa, “movemos céu e terra” para consegui-lo. Assim,
“movamos céu e terra” a fim de garantir as melhores condições
possíveis para que o nosso endereço de luz possa cumprir sua
missão.
Prezado leitor, se você participa de trabalhos mediúnicos; se
sente a necessidade de ampliar a abragência das suas atividades
no universo da comunicação entre os dois mundos, sugerimos
começar pelo estudo. Formar um grupo de estudos seria o ideal,
por poder agregar diversos pontos de vista e conhecimentos
diversificados.
No caso do estudo em grupo, uma parte do tempo pode ser
utilizada para desenvolver percepções, iniciando-se com um
relaxamento e visualizações de elevado teor.
Esses seriam, a meu ver, os primeiros passos na busca de novos
rumos no trato com o mundo espiritual.
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