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Crescimento
interior
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melhor,
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no lar, e divulgue-o:
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A finalidade
do Espiritismo é,
acima de
tudo, despertar a
pessoa
para novos paradigmas,
para o “Levanta-te e
anda”,
para a
importância do esforço
na
busca de crescimento
interior, do iluminar-se
com
as luzes do
conhecimento
superior e vivenciá-las
no cotidiano.
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As instituições
espíritas, desde os centros até as entidades federativas, estas últimas
acima de todas,
têm o dever de
promover com todas as suas possibilidades
a reforma
íntima, ou
crescimento interior, dos seus
adeptos, já que esta é a principal
finalidade do Espiritismo.
Calcule o quanto o movimento espírita já teria
ganho em qualidade se os
esforços e espaços hoje ocupados
com polêmicas e lutas pelo poder
tivessem sido usados
em campanhas pela reforma e crescimento
interior de
seus integrantes.
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Primeira página
A transição pede mudanças
Uma palavra difícil de dizer
Revendo
enfoques
Alteridade
Campanha quinzenal
Dificuldades na casa espírita?
A transição e a mediunidade
AGENDA MÍNIMA para evoluir
Experiências compartilhadas
Como
posso ser fraterno
A importância da prece
Exercícios individuais
Exercícios em grupo
Crescimento interior
Viver com
ética
Para
reflexão
Diversos
Download
Áudio
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Todo
espírita estudioso e observador
sabe que estamos vivendo um dos
momentos
mais importantes da história da humanidade,
dos
mais sérios e decisivos no que
se refere às
nossas responsabilidades
espirituais.
Percebe também que
o movimento espírita
poderia estar caminhando
bem melhor.
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Crescimento Interior
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A reforma interior pode ser entendida como o
alicerce sobre o qual podemos construir o nosso edifício evolutivo, e essa
construção pode ser identificada como o crescimento interior.
Todo espírita estudioso e observador sabe
que estamos vivendo um dos momentos mais importantes da história da humanidade,
dos mais sérios e decisivos no que se refere às nossas responsabilidades
espirituais. Percebe também que o movimento espírita poderia estar caminhando
bem melhor.
O que você, caro leitor, entende ser
prioritário para o nosso movimento?
Discussões em torno de aspectos doutrinários?
Unirmo-nos numa organização forte? Preencher aqueles espaços que entendemos
dever ocupar nas estatísticas? Provar ao mundo as nossas verdades? Sermos
olhados com mais respeito, visando sairmos da longa marginalização?
Estes são indubitavelmente objetivos justos,
mas, será que não estão sendo para nós um desvio das metas prioritárias, mais
urgentes e reais, como a necessidade imperiosa de buscarmos meios mais efetivos
para a consecução do nosso crescimento interior, que inclui também a reforma
moral?
A propósito, convém lembrar a mensagem de
Jesus à Igreja de Laodicéia (a última das sete igrejas) através de João, em suas
visões na ilha de Patmos (Apocalipse, 3: 16, 17).
“Assim, porque és morno, e nem és quente nem
frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e
abastado, e não preciso de cousa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim,
miserável, pobre, cego e nu.”
É claro que essa advertência foi feita às
outras religiões, não a nós... Ou será que foi mesmo?
Inspirando-nos nas informações do espírito
Manoel P. de Miranda, no livro Trilhas da Libertação, psicografado por
Divaldo P. Franco, e, mediante outras observações, é possível fazer a seguinte
narrativa:
“Logo após sua escolha como “Soberano Gênio
das Trevas”, o mais poderoso dos Gênios infernais, depois de longas análises do
movimento espírita e de terem sido ouvidos os maiores especialistas nas mais
diversas áreas, orientou seus assessores, os Comandantes dos Setores, dizendo:
– Quero que os ataques sistemáticos contra o
Espiritismo sejam muito bem organizados. Primeiro, vamos atacar com todas as
possibilidades através do sexo, estimulando-o ao máximo, principalmente entre os
líderes, médiuns, doutrinadores, oradores e todos os que lidam com o público.
Esse é um velho sistema que tem dado certo. Além disso, já temos os nossos
esquemas prontos. Basta adaptá-los e ampliá-los de acordo com as situações.
Agora, prestem bem atenção, porque vamos usar
uma arma nova, infalível. É nova agora, porque já foi usada com pleno sucesso há
muito tempo.
Nós vamos mudar o rumo das prioridades
nos meios espíritas. Vamos estimular discussões em torno de temas como cantar ou
não nos centros, orar em pé ou sentado, de olhos abertos ou fechados, fazer ou
não bingos e assemelhados, enfim, tudo que possa gerar belas polêmicas, para que
não sobre tempo nem energia para cuidarem da nossa maior inimiga, a...
A palavra engasgava na boca do chefão,
enquanto a platéia aguardava, curiosa. Por fim desistiu de pronunciá-la,
continuando:
– Quero também que estimulem o estudo da
doutrina...
Essa recomendação do Soberano deixou
estupefatos todos os presentes, mas ninguém teve coragem de fazer qualquer
observação. Rindo desagradavelmente, aquele ser tenebroso continuou:
– Procurem acompanhar meu raciocínio. Os
espíritas valorizam muito esse estudo. Então, se é impossível levá-los a
abandoná-lo, que seria o ideal, vamos aproveitar essa característica para nosso
benefício. Vamos estimular verdadeira febre de estudo, deixá-los com a cabeça
cheia de conceitos... tão cheia que se esqueçam da nossa maior inimiga, a ...
A palavra novamente estava difícil de ser
pronunciada. Todos estavam pendurados na fala do chefão, curiosíssimos para
saber qual era afinal essa terrível inimiga. Fazendo grande esforço e como que
cuspindo, o chefe conseguiu finalmente dizer:
– A ... a reforma... moral.
Os comandantes olharam-se, quase não
acreditando em tanta astúcia na organização da maior estratégia de todos os
tempos em sua luta contra a luz. Quando refeitos, todos, sem exceção,
atiraram-se ao solo, genuflexos, diante do Soberano. Este mandou que se
levantassem e continuou:
– Levem os espíritas a acreditarem que ela,
a... a nossa inimiga, é tão difícil de ser alcançada que o Criador estabeleceu a
reencarnação, como um caminho longo, interminável... para que nesse caminho a
criatura tenha todo o tempo da eternidade para atingir aquela... meta.
Desta vez foram palmas estrondosas que
estrugiram no ambiente. O soberano sorriu de novo, mais um esgar do que um
sorriso, e continuou:
– Não se esqueçam de que foi essa a arma com
que vencemos o Cristianismo nos seus primeiros séculos, transformando-o numa
organização religiosa muito preocupada com tudo, menos com a vivência das
“tolices” que o Cordeiro ensinou. Foi assim que conseguimos atenuar os seus
efeitos, já que era impossível acabar com ele.
Lançando um olhar de aço em torno, continuou:
– É isso que vocês vão fazer... Já que é
impossível acabar com o Espiritismo, vamos atenuar os seus efeitos.
O Chefão das Trevas fez uma pausa para melhor
poderem assimilar aquela idéia e concluiu:
– Outra coisa. Façam os espíritas acreditarem
que a tal da... a ... a reforma... moral... pode ser substituída por trabalhos
de caridade... Eles vão gostar da idéia... e vão adotá-la.”
Assim, é fácil perceber que aquele nome tão
difícil de ser pronunciado pelo Soberano Gênio das Trevas, a reforma moral,
deve ser a primeira prioridade do movimento espírita; deve ser a nossa bandeira
de luta, a maior de todas as batalhas que precisamos vencer.
E, por favor, não diga que esta é uma tarefa
pessoal de cada um e não uma atribuição da instituição espírita. As
instituições, desde os centros até as entidades federativas, estas últimas acima
de todas, têm o dever de promover com todas as suas possibilidades a reforma
moral, ou crescimento interior, do seu “rebanho”, já que esta é a principal
finalidade do Espiritismo.
Felizmente, nos últimos anos é possível
observar-se nos meios espíritas uma maior movimentação em torno dessa questão.
Psicólogos, escritores e palestrantes, através dos meios de que dispõem, têm se
dedicado ao assunto. Espíritos como Joana de Angelis, Hammed, Ermance Dufaux e
outros vêm batendo nessas teclas ininterruptamente, apresentando excelentes
obras psicografadas como poderoso auxílio para aqueles que desejam reformar o
próprio interior.
Mas diante de tantas carências é pouco.
Entendemos, por isso, que o movimento espírita, como um todo, está precisando
mobilizar-se com urgência; ver o que há de bom nos meios leigos relacionado a
cursos, técnicas, práticas, educação da mente, enfim, tudo sobre auto-ajuda, que
possa ser adaptado aos fins propostos; elaborar sugestões de atividades e
técnicas para os centros poderem efetivamente ajudar seus trabalhadores e demais
interessados.
Neste momento é fundamental realizar-se uma
grande campanha de âmbito nacional, usando todos os meios possíveis para
despertar o nosso movimento, a fim de que fuja ao jogo estabelecido pelas Trevas
e caminhe firmemente na direção apontada pelo Espírito Verdade.
Calcule o quanto o movimento espírita já
teria ganho em qualidade se os esforços e espaços hoje ocupados com polêmicas
tivessem sido usados em campanhas pela reforma e crescimento interior de seus
integrantes.
Iluminar o intelecto com as claridades da
Doutrina Espírita é importantíssimo, mas essas atividades iluminativas jamais
deverão ocupar o lugar da prioridade maior, daquele nome tão difícil de ser
pronunciado pelo representante das Trevas.
Assim, é fácil concluir que, nestes primeiros
passos sobre a longa ponte que levará nossa nave planetária para a condição de
mundo de regeneração, do que mais estamos precisando é desse crescimento,
fazendo dessa meta a primeira e maior de todas as prioridades, buscando,
inclusive, recursos que a modernidade oferece e que possam efetivamente ajudar a
pessoa, tanto em sua reforma moral, quanto no seu crescimento como ser integral.
(Texto
extraído do livro A Transição está pedindo mudanças, de Saara
Nousiainen
e Simone Ivo Sousa -
Você pode "baixar" esse e
outros livros na página
downloads )

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O crescimento interior e a
auto-ajuda
Alguns
companheiros espíritas condenam a auto-ajuda, por não compreenderem a sua real
importância na evolução espiritual do ser.
A auto-ajuda apresenta inúmeras facetas, desde aquelas que ajudam as pessoas
a pensar positivamente e a trabalhar suas emoções de forma saudável, até aquelas
outras que atuam em nível físico. É poderoso recurso em nossa reforma moral e
crescimento interior.
Para ilustrar como ela pode ser bem utilizada, quando nos propomos a tanto,
vamos contar o que aconteceu com Romano. A narrativa é verdadeira, embora o nome
seja fictício.
“Romano decidiu-se: iria iniciar, de fato, a reforma interior.
Vinha pensando nela desde que se tornara espírita, há mais de quinze anos.
Lembrava-se dela sempre que ouvia alguma palestra ou lia algo sobre o assunto e
dizia a si mesmo: ‘Eu preciso realmente me corrigir em muitas coisas,
principalmente no que diz respeito à prepotência, que é o meu pior defeito’.
Mas os turbilhões da vida envolviam essas decisões nas brumas do esquecimento e,
somente depois de novos atos ou atitudes marcadamente prepotentes, Romano se
dava conta de que continuava o mesmo.
O sonho que tivera naquela noite, porém, fora decisivo. Via-se perambulando pelo
Umbral, em ambientes horríveis, assustadores, e trazia no pulso um estranho
bracelete com uma plaqueta de identificação, na qual estava escrito: “Vale dos
Prepotentes”. A angústia que sentia era medonha, e o medo terrível que o
dominava deixava-o inerte diante dos monstros que o cercavam, numa clara
demonstração de que queriam levá-lo ainda mais para baixo, para zonas ainda mais
tenebrosas. Despertou todo trêmulo, suando frio, e custou-lhe bastante entender
que se tratara de um sonho.
Não. Decididamente, não iria parar naquele horrendo lugar depois que
desencarnasse. Cuidaria de corrigir-se quanto à prepotência, a partir daquele
momento. Seria a sua prioridade absoluta.
Passou então a pensar no assunto, meditar nele, analisá-lo, até concluir que o
problema, a dificuldade, estava na memória... ou na falta dela. Era preciso algo
que pudesse lembrar-lhe continuamente a sua decisão, sempre antes de praticar a
prepotência, a fim de poder frear-se a tempo porque, depois de vivida, só lhe
restaria o arrependimento e novas promessas a si mesmo, novamente descumpridas.
À sua mente voltou com insistência a cena do sonho e, particularmente, aquele
estranho bracelete de identificação, como se ali estivesse a chave da questão.
Quase deu um pulo quando uma idéia surgiu em seu pensamento. Saiu correndo e foi
a uma loja de bijuterias onde comprou um bracelete, desses que têm uma plaqueta
para gravar o nome. Pensou em mandar gravar os dizeres Vale dos Prepotentes, mas
desistiu de imediato, pois o que mais queria era permanecer o mais longe
possível daquele lugar, e resolveu deixar o bracelete sem qualquer inscrição.
Não seria necessária.
Na rua, achou-se um tanto esquisito e mesmo ridículo com aquele objeto no pulso,
mas lembrou que qualquer sacrifício seria válido para escapar ao tenebroso Vale.
Na manhã seguinte, ao sair para o trabalho, teve de correr quase dois
quarteirões para apanhar o ônibus, que cortara caminho.
Indignado, ao pagar a passagem, dirigiu-se ao cobrador com aquele ar de
superioridade que tão bem sabia ostentar:
– Por que vocês resolveram cortar caminho, passando longe do ponto?
Ia dizer mais algumas “verdades”, mas, ao levantar a mão para segurar-se, sentiu
o bracelete e lembrou-se de seu propósito, da sua prioridade, escapar ao Vale
dos Prepotentes.
Enquanto isso, o cobrador respondia que o caso era com o motorista, cujos
cabelos grisalhos podia ver do local em que se encontrava.
Para amenizar, comentou, procurando levar na brincadeira:
– É... vai ver ele está tão velho e cansado que resolveu encurtar a viagem.
Encontrou um assento vago, próximo ao motorista. Sentia-se indignado. Aquele
homem não tinha o direito de cortar caminho e deixar pessoas esperando no ponto
ou saírem a correr atrás do coletivo.
Mas o contato da pulseira com a pele do braço formava uma espécie de elo
psicológico com o propósito que fizera. Amansou o tom de voz e procurou fazer a
pergunta com o máximo de gentileza:
– Que foi que houve para o senhor cortar caminho?
Já era um grande avanço porque, antes, teria logo começado a vituperá-lo pela
falta de consideração para com os usuários.
O interpelado olhou para ele, sorriu com simpatia e respondeu:
- É que tem uma carreta atravessada na rua de cima e não está dando para passar
por lá.
Romano sentiu-se envergonhado... muito envergonhado. Julgara o motorista,
considerando-o displicente e irresponsável. Era, aliás, a idéia que fazia deles.
E aquele homem de cabelos grisalhos, sob o peso dos anos, precisando ainda
trabalhar, sorrira-lhe com ar sincero e fraterno, dando a explicação.
– Que diferença entre nós dois – pensou. –Eu, todo prepotente, achando-me cheio
de direitos e ele, apesar da idade e dos desgastes naturais, dando-me
explicações com amabilidade.
Pensou nas vibrações pesadas que certamente enviara àquele homem através do
pensamento e dos sentimentos antifraternos. Rapidamente modificou seu estado de
espírito e passou a enviar-lhe vibrações positivas, benéficas, desejando-lhe
sinceramente saúde, prosperidade, bem-estar...
Romano passou o restante do trajeto a meditar no ocorrido, analisando a si
mesmo, as suas posturas, de forma tão sincera e profunda como jamais fizera.
Percebia com extrema clareza que a reforma íntima precisa estar entre as
principais prioridades de quem realmente deseja realizá-la; que é necessário
pensar nela continuamente, da mesma forma como costumamos pensar em algo que
estamos planejando executar. Isto deve gerar memória e, com ela, aquele “censor
interno” que nos alerte sempre que estejamos a ponto de cometer o indevido. Essa
censura antecipada é justamente o mecanismo de que precisamos a fim de podermos
sustar nossas disposições negativas, antes que aconteçam.
Num impulso incontido, beijou o bracelete, sentindo-o, não como um amuleto, mas
como o lembrete que iria ajudá-lo a se corrigir ou pelo menos atenuar
significativamente a sua prepotência.
Sentiu-se feliz. Havia encontrado um roteiro e estabelecido um programa que, por
certo, iria livrá-lo de um estágio no Vale dos Prepotentes, depois que
desencarnasse.”
Abençoados caminhos da auto-ajuda.
(Texto
extraído do livro A Transição está pedindo mudanças, de Saara
Nousiainen
e Simone Ivo Sousa - Você pode "baixar" esse e
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