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Muita ingenuidade acreditar que os inesquecíveis
baluartes da ciência e da cultura, da política e da religião, agiram à mercê
de cuidados espirituais especiais em suas missões. Quanta ordem e disciplina
preenchem os caminhos das almas que mourejam de mente afinada ao progresso
coletivo! Quanta atenção e interesse fraterno despertam os que abrem seus
corações ao amor sem fronteiras! Como imaginar que Albert Schweitzer e
Gandhi realizaram a messe de bênçãos sem enormes medidas de segurança do
Mais Alto?! Einstein e Freud foram assessorados ininterruptamente. Kardec
recebeu de Jesus a autorização para medidas de proteção jamais utilizadas a
nenhum missionário na face da Terra. O bem, para ser espalhado, não
prescinde de fileiras de defesa eficientes. Vivemos e respiramos sob os
auspícios de uma rede de reflexos. Quaisquer desordens, assim como
uma oração, são capazes de alterar nosso psiquismo. Luzes que se acendem
fortalecem toda a rede.
Quaisquer lampejos de paz atraem esfomeada
multidão de almas atormentadas, sob o jugo de tiranos dotados de uma longa
trajetória de inteligência e perspicácia na perversidade. Essas almas
escravizadas pela maldade procuram agir como astutos vigilantes para
arruinar todos os focos de luz sobre a Terra. Essa a razão dos golpes
sucessivos nas “atividades-amor” do espiritismo cristão.
Apesar da luz dos conhecimentos espíritas, o
tesouro espiritual das informações não tem sido suficiente para despertar
muitos adeptos a uma nova ordem de atitudes e idéias face aos desafios da
ordem presente...
O intercâmbio interdimensional nesse contexto,
que poderia servir de fortaleza aos mais auspiciosos projetos de liberdade e
ascensão, em inumeráveis casos, não passa de enxada afiada em plena
semeadura à espera do lavrador que a deseje manejar a contento.
A história é a mãe da cultura, e a cultura é o
conjunto das noções que os homens aceitam como referências para se
conduzirem em seus grupos. A cultura espírita, em torno das questões
mediúnicas, responde por uma mentalidade que inspira práticas e posturas nem
sempre ajustadas aos reclames do tempo espiritual da transição. Transição é
o tempo mental da renovação, a hora do recomeço e da reavaliação. Nesse
cenário, os aprendizes da mediunidade serão aferidos com rigor. Muita
coragem e sacrifício serão exigidos de quem realmente anseia servir sob
novos e mais apropriados regimes, nesse tempo de contínuas mudanças.
Indispensável romper conceitos, vencer
barreiras intelectuais e ter a ousadia para esculpir os novos modelos de
relação intermundos, retirando a mediunidade do dogmatismo que aprisiona o
raciocínio humano, e da tristeza que estorcega o coração como se os médiuns
cumprissem severa sanção.
Sem exageros, vivemos um tempo em que as
comportas mediúnicas, a despeito de estarem em plena movimentação, não
permitem que a linfa cristalina da imortalidade goteje com a necessária
abundância por suas frestas, para dessedentar o homem aprisionado ao deserto
das paixões materiais...
Vivemos uma nova proibição mosaica como a do
Velho Testamento! Proibição essa mais nociva que a dos velhos textos
hebreus, porque não se faz por decretos formais, passíveis de serem
revogados, mas sob a coação impiedosa do preconceito sutil, das convenções
estéreis e de sofismas aprisionantes – hábitos de difícil extirpação da
mente humana.
Indispensável que haja um “Novo Tabor” em que
Jesus, ao lado de Moisés e Elias, revogue a proibição da comunicabilidade
dos espíritos com os homens.
O espírito Charles Rosma e as irmãs Fox
protagonizaram o “Tabor da Era do Espírito”. O drama de Rosma, assassinado
há décadas na residência dos Fox, é de bilhões de almas na humanidade à
espera de quem lhe possa estudar a dor e amparar os caminhos, presos a
grilhões de maldade e infortúnio, ou em porões fétidos de amargura e dor. Só
haverá renovação social, quando houver limpeza psicosférica. É hora de
abertura, desenvolvimento de parâmetros experimentais sem perder o caráter
moral e educativo, para o qual as atuais práticas de intercâmbio se
destinam. Nesse objetivo se firma a autora espiritual
Ermance Dufaux em continuidade à série Atitudes de Amor, sob os
auspícios do venerável baluarte do amor fraternal, Adolpho Bezerra de
Menezes.
Um clamor ao serviço abnegado e consciente na
regeneração da humanidade em ambas as esferas de vida, formação de frentes
corajosas de amor, tarefas maiores de libertação e asseio psíquico da Terra.
Eis os desafios delegados pelo Cristo a todos que O amam. Desafios que, em
muitas oportunidades, são substituídos pela atitude impensada da
acomodação...
Enquanto inúmeros aprendizes da mediunidade
optam pelo fascínio da mordomia para servirem, preferindo o serviço
mediúnico distante do sacrifício e nos braços do convencionalismo, Jesus
conta com os destemidos, dispostos à segunda milha das ações que ultrapassam
o comodismo inspirado na rigidez da pureza filosófica.
A atitude de amor sem lindes de Eurípides Barsanulfo deve ser exemplo inspirador para nossas ações no legítimo bem.
Somente nesse clima de testemunho sacrificial, encontraremos condições de
plantio das sementes do mundo novo que sonhamos para o futuro da humanidade.
Ao enfocar a história de líderes cristãos
tombados no remorso sob o açoite da negligência com a qual se conduziram
durante a vida física, Ermance Dufaux abdica da visão derrotista de falência
e queda irremediável, para alertar o homem terreno sobre quanto lhe compete
realizar no clima do sacrifício e da renúncia em favor de si mesmo, quando
bafejado pelas benesses da Doutrina Espírita. Seu enfoque é compassivo e
pródigo de esperança ao destacar a extensão da tolerância ativa das almas
superiores para com nossas necessidades de aperfeiçoamento. Ao mesmo tempo,
a autora convoca-nos aos mais árduos imperativos peculiares ao tempo da
transição. Digno de nota, igualmente, é o seu esforço sacrificial em manter
fidelidade ao pensamento e as características de seus personagens. Tarefa
essa cumprida a contento segundo avaliação de nossa equipe espiritual.
O sentimento da imortalidade precisa ser
construído na intimidade do homem reencarnado. É instrução a serviço da
espiritualização. Essa instrução, no entanto, carece de aplicação prática
que retrate quanto possível a realidade imortal. Daí o imperativo de
vivências mediúnicas incomuns, para além dos rígidos padrões de segurança e
utilidade consagrados pela comunidade doutrinária.
Um desafio de investigação e fé espera os
servidores da mediunidade em tempos de transição. Nesses textos
encontraremos uma preciosa reflexão a esse mister. Investigação para dentro
e para fora de si mesmo.
Conscientes de que evolução é processo íntimo e
gradativo, não temos dúvida que certos ensinos nem sempre acompanham o tempo
psicológico e espiritual de alguns aprendizes. Estou convicta, porém, de
que, nessas linhas despretensiosas, existem motivos de sobra para
endossá-los como convite inadiável ao tempo de maioridade das idéias
espíritas, independente de aceitação e acolhimento por parte de quantos se
consideram os intelectuais do Espiritismo.
Perante a iniciativa dos discípulos sinceros ao
mostrarem a estrutura do templo para Jesus, Ele declarou: “Em verdade vos
digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.” O
templo material simbolizava a concepção encharcada de materialismo por parte
dos que ansiavam seguir o Cristo.
Não descreiam dessa assertiva! Os conceitos e
as práticas se renovam celeremente. Descerra-se um horizonte novo e belo,
educativo e libertador ante os olhos de quantos tenham olhos de ver e
ouvidos de ouvir...
Da amante do bem e servidora do Cristo,
Maria Modesto Cravo* - 01 de Janeiro de
2005.
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Na introdução do livro em epígrafe, o espírito Prof.
Cícero Pereira assim se expressa:
A quem vamos seguir?
“ E Pedro o seguiu de longe até o pátio
do sumo sacerdote e, entrando,
assentou-se entre os criados, para ver o
fim.”
Mateus, 26:58
Em todos os tempos da humanidade, os
cooperadores do bem e os missionários da vanguarda sempre contaram com
retaguardas espirituais seguras para as tarefas que desempenharam, mesmo
desconhecendo, muitas vezes, o amparo do qual eram alvos. Toda luz que se
acende requer cuidados especiais na continuidade de sua expansão.
Uma escola e um hospital, assim como quaisquer
instituições sociais do progresso, jamais se verão livres das lufadas cruéis
do mal e da treva que tentam apagar-lhes o brilho da bondade e do amor. É da
Lei: os que avançam atraem para si quantos tentam entravar a ascensão. O
objetivo é a multiplicação do bem através da cooperação sacrificial na
renovação de almas.
Uma educadora alinhada ou um aluno promissor
podem trazer, no âmago, o peso cruel da “lama psíquica” em que se
encontravam antes do renascimento, ligando-se aos expoentes do
desequilíbrio. Assim sendo, a escola educativa passa a funcionar como posto
de orientação de almas em crescimento, atraindo o séqüito indisciplinado de
desencarnados para dentro de suas portas.
Um médico carinhoso ou um paciente em
convalescença podem carregar, na mente, os monstros da insensatez e da
loucura” em sintonia com os asseclas da impiedade e do ódio. Dessa forma, o
lugar abençoado de recuperação torna-se também um celeiro de amparo a
corações desorientados, abrindo campo para a ação dos oponentes da Verdade
que enxameiam nos seus corredores de dependências.
Em quaisquer rincões da Terra, nos dias da
transição, existe sede e fome, tormenta e dor, esmolando mãos amigas e
instrução correta em favor da libertação. Um encarnado representa as
enfermidades ou as necessidades de uma multidão.
Nos bastidores imortais das tragédias e dramas
da sociedade carnal, encontramos fatores causais ou influentes na ação
organizada da maldade. As raízes do mal se alongam do visível para o
invisível e vice-versa.
O avanço tecnológico, a explosão da cultura e a
busca de Deus no século XX provocaram um desconforto nos abismos em forma de
comoções ostensivas. Como se fosse um vulcão, a pressão exercida nas sombras
expeliu para a superfície do orbe as larvas do desespero e da angústia, da
maldade e da desobediência. A Ordem Divina é limpeza, regeneração, liberdade
e paz.
Hoje, mais que nunca, o bem exige alicerces
seguros e trincheiras eficazes. Essa a razão da oposição sistemática em
relação aos esforços espíritas. Quaisquer projetos de elevação e consolo são
alvos de atenções aguerridas dos adversários da luz. É nesse contexto que
podemos entender o valor inestimável das trincheiras de amor, contruídas no
desinteresse e na forja da coragem. Entre os homens, equipes que se amam e
respeitam. E, além da matéria, grupos socorristas que operem quais pólos
produtivos de lídimo serviço cristão em favor da libertação de consciências.
Inúmeras atividades e metas espíritas têm sido boicotadas ou mantidas em
retardo por faltarem esses círculos vibratórios de proteção. Sem retaguarda
espiritual, até para manter um estudo do Evangelho no lar, será exigido da
família a movimentação de forças incontáveis...
Os grupos mediúnicos funcionam, nessa hora grave
de asseio da psicosfera, como salutares ungüentos cicatrizantes ou medidas
preventivas em favor da evolução e da ordem.
A superação de parâmetros na aquisição de
conhecimentos novos pode ser amealhada através da instauração de iniciativas
experimentais. Os contributos morais da compaixão, do desejo de auxiliar e
de aprender são as únicas linhas morais a serem conservadas nessa modalidade
de aprendizado. Quanto ao mais, bom senso, ousadia, rompimento com padrões e
muito diálogo, serão os fios condutores de novos modelos de parceria entre
mundo físico e espiritual.
Os grupos conscientes do momento pelo qual
atravessamos, não se norteiam pelas convenções aceitáveis na coletividade
doutrinária que, quase sempre, mostra-se indisposta a andar a segunda
milha... Trilhar vivências novas...
O preconceito e a descrença alheia costumam
arruinar muitos planos do bem!
Jesus estabeleceu: “não vim ab-rogar a Lei,
porém cumpri-la.
A maioria dos praticantes de intercâmbio se
orienta pelos textos, poucos ousam a investigação, a observação, a
experimentação fraterna. O apego à letra é um rigoroso processo de
engessamento relativamente a questões essencialmente subjetivas, portanto
sem critérios definitivos de segurança. O estudo e a disciplina, conquanto
imprescindíveis, não deveriam se converter em cadeados para a
espontaneidade...
Sem produção de conhecimento novo sobre
imortalidade, as práticas mediúnicas atolam em lamentável processo de
estagnação, isto é, uma rotina de ação que estanca a mais preciosa qualidade
dos médiuns e dos grupamentos: a criatividade – única habilidade capaz de
ampliar os horizontes de análise sobre a profundidade das questões
invisíveis que cercam a matéria palpável. Esse conhecimento novo,
entretanto, depende da aquisição de vivências novas, sem as amarras do
convencionalismo.
Uma questão credora de minuciosas reflexões aos
companheiros de lide na vida física: que motivos estariam impedindo a
formação de trincheiras corajosas nos serviços de intercâmbio para além dos
padrões? Conquanto essa seja uma valorosa questão de debates de vós outros,
na carne, deixaremos nossa colaboração, incondicionalmente aberta a
críticas, embora nutrida de clareza.
Além da dogmatização, tal ordem de fatos na
seara desemboca na formação moral do próprio grupo. Exigir-se-á uma
convivência muito cristalina e rica de confiança, para que se ergam pólos
valorosos e destemidos de serviço com o Cristo nessa hora de transição.
Por sua vez, o paciente labor de tecer essas
relações duradouras e autênticas na convivência pedirá algumas condições,
costumeiramente desprezadas por variadas razões. Que conjunto doutrinário
esculpirá um clima familiar de confiança e honestidade sem ombrear desafios
em comum, além da própria tarefa mediúnica? Que comunidade conseguirá vencer
os ardis da vida emocional sem aprenderem a dialogar em grupo sobre seus
sentimentos, com isenção de melindres? Quais grupamentos conseguirão diluir
seus papéis na equipe para agirem como parceiros de uma jornada, sem
desapegarem de suas expressões de personalismo no dia-a-dia do centro
espírita? Quantos companheiros terão suficiente dignidade para colocarem
suas dúvidas íntimas ou desconfiança em relação aos outros, sem recorrerem a
terceiros, completamente fora do ambiente experimental em teste no seu
grupo? Quantas iniciativas serão formuladas no clima da pureza de corações
nas quais médiuns ou dirigentes, por mais experiência amealhada,
disponham-se a “rasgarem” suas folhas de serviço e recriarem sempre o que
aprenderam?
Imprescindível superar conceitos e barreiras
culturais erguidas no valioso laboratório do intercâmbio intermundos. Todo
saber acumulado deverá conduzir a novas sondagens com propósitos educativos.
Assim como Allan Kardec lançou-se na pesquisa honesta dos fenômenos,
contrariando todas as opiniões a respeito de sua atitude, hoje, os
aprendizes da mediunidade que almejam servir à causa são convocados a
imprescindíveis discussões.
Até onde a “cultura das convenções” que avassalou
o psiquismo de inúmeros cooperadores na seara terá penetrado, igualmente,
nesse campo sagrado da relação interdimensional? Os parâmetros estabelecidos
como roteiros de segurança mediúnica não estarão, em verdade, constituindo
fortes amarras ao progresso das práticas de intercâmbio? Que caminhos tomar
para situar a tarefa mediúnica como laboratório educativo de almas, distante
do dogmatismo? Como edificar grupos de seguidores mais adequados aos
imperativos da hora de transição? Como resgatar e como utilizar a
espontaneidade? Que noções cristãs exarar sobre educação mediúnica? Quais
seriam os critérios na seleção dos componentes de uma frente de serviços
mediúnicos em tempos de transição?
Sem as trincheiras espirituais do amor, o mundo
padecerá ainda mais as dores da transição. O Hospital Esperança, essa obra
de amor erguida pelo Apóstolo da Benevolência, Eurípides Barsanulfo,
constitui um dos mais avançados núcleos defesa, orientação e abrigo para a
comunidade espiritual mundial. O Espírito Verdade, prudente em Sua tarefa de
amor, projetou medidas preventivas para os desafios no transporte da árvore
do Evangelho para o Brasil. A “Obra de Eurípedes” é um exemplo vivo da
Bondade Celeste em suas expressões de compaixão sem lindes, uma “trincheira”
do amor em favor da paz mundial.
Importa-nos indagar: “a quem seguiremos?” Ao
Cristo e a Sua proposta ou ao estreito pátio das formalidades que tanto
atraem as almas tíbias e preguiçosas, interesseiras e vaidosas?
Pedro, no instante crucial de sua decisão,
preferiu camuflar-se entre os criados, amargando terrível culpa pelo resto
da existência. Seguir Jesus de longe é fruir o clima das facilidades,
submisso à aprovação da coletividade. É gozar das concessões concedidas pelo
Senhor, recebendo um talento sem a aplicação desejável.
Um “novo Tabor” apresenta-se aos lidadores da
mediunidade. Nele transfiguram-se, além de infindáveis baluartes do mundo,
gênios perversos. Desconheceram a erraticidade enquanto no corpo e agora
anseiam por auxiliar a extinguir o estreito limite entre esferas de vida,
cooperando com os planos do Mestre para o futuro da humanidade.
Artistas e expoentes da cultura, políticos e
educadores, mulçumanos e evangélicos, índios e ecologistas, astrônomos e
cientistas, poetas e escritores, economistas e pacificadores, todos eles têm
procurado as tarefas interdimensionais sem serem ouvidos. Todos eles
trabalham pela paz. Pelo Cristo. Imprescindível a abertura de mentes e
conceitos. O Céu está mais próximo da Terra do que se imagina.
Paulo Freire e Tarsila do Amaral, Jacques
Cousteau e Charles Darwin, Albert Schweitzer e Osho, Tancredo Neves e
Joaquim Nabuco, Carlos Prestes e Rousseau, Sri Aurobindo e Elisabet
D`Esperance, Einstein e Sigmund Freud, Jung e Pierre Janet. São alguns dos
infinitos nomes de quantos estão recorrendo aos pólos protetores das
reuniões mediúnicas de vanguarda, para buscarem recurso e amparo para as
obras que edificaram ou para aquelas que se tornaram tutores. Vivem todos
eles nesse ecossistema intercontinental como artífices ativos dos tempos de
regeneração, sob a tutela de almas nobres e mais elevadas, orientando-os na
nova dimensão.
Além do Tabor, esse símbolo de abertura das trocas
psíquicas, espera-nos os campeões do mal, mas, igualmente, os mais gloriosos
expoentes do bem, com tesouros de alívio e incentivo à ingente caminhada dos
homens.
Trabalhemos sem cessar pela formação desses postos
avançados de ligação com a vida extrafísica, e um magnífico horizonte se
abrirá aos nossos olhos. Somente então perceberemos com mais clareza a
exuberância mediunidade e a interpretaremos como canal por onde flui a
Excelsa Misericórdia em favor da Obra da Criação para o bem de todos.
Cícero dos Santos Pereira* - 01 de Janeiro de 2005.

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